Jornal dos Filhos da Caridade, editado pela Fraternidade Anizan
Domingo, 6 de Fevereiro de 2011
Fundador dos “Filhos da Caridade”

 

 

Nasceu em França, numa aldeia rural perto de Orleans, a 6 de Janeiro de 1853, numa família cristã. Embora não quisesse ser sacerdote desde pequeno que sonhava em ser missionário.

 

 

Em 1871, Padre Anizan entra em contacto com as conferências de S. Vicente de Paulo, é aí que descobre o mundo dos pobres, a sua miséria e seu afastamento da igreja. Simultaneamente, através da vida de um grande apóstolo dos subúrbios de Paris, vai descobrindo a sua vocação sacerdotal e religiosa.

 

Aos 21 anos decide que quer ser sacerdote e escreve: “Quero entregar a minha vida à evangelização dos mais pobres”. Em 1886 entra na Congregação dos Irmãos de S. Vicente de Paulo: “Quero entregar-me a Deus e aos mais pobres”. Nesse mesmo ano começou o noviciado e expressa o seu desejo: “O meu coração será por inteiro para Deus e por Ele , para os órfãos, para os pobres e para os que estão sós.

É a partir daí que se desenrola todo o seu sentido missionário. “Ir ao povo, partilhar suas angústias, esperanças de gente e no coração da miséria fazer brotar a luz do evangelho, o amor predilecto de Jesus pelos pobres.

 

De 1894 a 1907 Emílio Anizan é eleito primeiro assistente da Congregação Irmãos de S. Vicente de Paulo e em 1907 é eleito superior geral. Em 1914 a Congregação entra em crise e aos setenta anos parte como capelão militar durante a Iª Guerra Mundial.

De toda essa paixão, pelos mais pobres e abandonados do mundo operário, funda em 1918 juntamente com outros companheiros que tinham saído da Congregação de S. Vicente de Paulo, uma nova Congregação que por desejo do Papa Bento XV se passa a chamar “Filhos da Caridade”. Soube aceitar o desafio que o mundo operário lançava à Igreja, e respondeu de forma criativa com a única força que tinha: a do amor de Deus. Como ele dizia: “Quero religiosos, apaixonados por Deus e pelo povo. Sacerdotes e irmãos religiosos que sejam pastores no mundo operário”.

Não é um ideólogo, mas sim um apóstolo, um pastor convencido de que este mundo será salvo pelo Amor - Caridade.
Morre em Paris no dia 1 de Maio de 1928.

 

Os Filhos da Caridade receberam esta herança, esta força vital que iluminou a vida, deste homem: Emille Anizan.



publicado por apartilha às 13:07
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